Boletim
Saberes Tradicionais UFMG #06

Em apoio às Comunidades Tradicionais em meio à Pandemia

Conhecimentos de Luta
e de Cura

Diante da omissão do Estado e dos ataques do atual governo aos seus direitos, as comunidades tradicionais aliam as prescrições da saúde aos saberes ancestrais e aos cuidados cotidianos para enfrentar, coletivamente, a pandemia do Covid-19. Este boletim divulga campanhas em apoio a esses povos e faz circular – por meio do depoimento de mestres e mestras indígenas, quilombolas e dos terreiros de axé – as soluções materiais e espirituais que eles criam nos territórios onde vivem.

#Rede de Proteção
A mensagem das mestras e mestres dos Saberes Tradicionais para lidar com a pandemia

#1. TV UFMG

Saberes Tradicionais na Pandemia

A terra está nos recolhendo para nos gerar novamente

Makota Kidoialê (Cássia da Silva), do Quilombo Manzo Ngunzo Kaiango, em BH, diz ainda que é preciso “cruzar os saberes científicos com os saberes tradicionais para poder salvar vidas, que é o que a gente sempre fez aqui e o Estado nunca reconheceu.

A TV UFMG fez uma matéria sobre o nosso trabalho durante a pandemia, entrevistando a Makota Kidoialê e o professor César Guimarães, coordenador do nosso Programa.

#2. Mestre Joelson Ferreira de Oliveira

Assentamento Terra Vista e Teia dos Povos, Arataca, Bahia 

"Precisamos construir uma grande comunidade independente que possa garantir a nossa soberania alimentar."

O Mestre Joelson nos envia uma mensagem de força, num chamado para a reconstrução da nossa relação com a terra, com o território e com a natureza junto à agroecologia e aos povos tradicionais.

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#Rede de Notícias
Movimentos populares e comunidades tradicionais no combate ao Covid-19

Dia Internacional da Biodiversidade

#1. Saberes do Cerrado, Força das Mulheres

No Dia Internacional da Biodiversidade, 22 de maio, às 16h, inicia-se a série de debates on-line Saberes dos povos do cerrado, parte da Campanha Nacional em Defesa do Cerrado, destacando a força das mulheres raizeiras e quebradeiras para discutir a relação entre saberes ancestrais e territórios, os diferentes ofícios de cura por meio da farmacopeia popular e as ameaças ao patrimônio genético de que são guardiãs.

Teia dos Povos: Diálogos com os Povos

#2. Portal do Sertão

A série de debates Diálogos com os Povos, promovida pela Teia dos Povos, realiza, nessa quarta, dia 20, seu primeiro programa regional: Luciete Duarte, historiadora, advogada e quilombola de Antônio Cardoso; Mestre Caciano, quilombola e sindicalista rural, e José Raimundo, professor da UEFS, expõem os conflitos agrários e os projetos de soberania alimentar na região. 

Andifes - SindProifes

#3. 823 Pesquisas de Universidades Federais Contra a Pandemia

Pesquisa da Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), realizada entre 46 das 67 universidades federais do país, mostra que elas concentram 823 pesquisas em andamento sobre o coronavirus. A pesquisa registra ainda que os hospitais universitários disponibilizaram 2.228 leitos normais e 489 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para tratamento de pacientes com o COVID-19. Veja aqui, outros dados sobre serviços prestados pelas universidades federais à sociedade no enfrentamento à pandemia.

1.600 testes diagnósticos diários pela UFMG

#4. Iniciativas da UFMG contra o Covid-19

A UFMG habilitou 8 laboratórios para produzir mais de 1,6 mil testes diários. Além disso, 25 ações de pesquisa voltadas ao enfrentamento da Covid-19 receberão recursos federais, em um total de R$ 21,5 milhões. A Pró-Reitoria de Extensão recebeu, até o momento, 70 contribuições de ações voltadas ao enfrentamento da pandemia, especialmente junto a grupos socialmente vulneráveis. “Houve reestruturação dos processos de trabalho em grande parte das atividades e uma repentina emergência de ações com qualidade e alcance social”, destaca a pró-reitora de Extensão, Cláudia Mayorga. 

#Rede de Solidariedade
Faça parte da rede de solidariedade para que recursos emergenciais cheguem a quem precisa.

#1. Pataxó Hã hã hãe

Cacique Nailton, da Terra Indígena Caramuru Paraguassu, e o povo Pataxó Hã hã hãe estão preocupados com a pandemia, fazendo um trabalho árduo, mantendo firme a barreira sanitária na entrada da Terra Indígena. São crianças, jovens e adultos que precisam ser resguardados do COVID-19 que se alastrou intensamente em cidades muito próximas de suas aldeias, como Itabuna e Ilhéus. O Cacique solicita apoio daqueles que podem para a aquisição de alimentos e itens de proteção dos guerreiros que fazem plantões nas barreiras sanitárias, única forma de resguardar as comunidades indígenas no contexto do Brasil hoje. Para nós, suas vidas contam e muito. São os guardiões das sementes, protetores dos encantados! 

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Aldeia Krahô de Santa Cruz

#2. Associação Cutha Kô

Maria José Capé Krahô, diretora da Associação Cutha Kô, esteve conosco em um dos encontros virtuais com mestras e mestras de comunidades tradicionais e populares promovidos pela Universidade Federal do Sul da Bahia: ela nos conta sobre o trabalho realizado pelas mulheres – o artesanato, a roça sem agrotóxico, a proteção da pintura corporal e dos cantos – e as dificuldades enfrentadas pela aldeia de Santa Cruz, em Tocantins, durante a pandemia.

Escute aqui o áudio que ela nos enviou. 

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#Dica de quarentena

Farmacopéia popular do cerrado

Uma pesquisa compartilhada com 262 autores sociais, entre raizeiros, raizeiras e representantes de farmácias caseiras e comunitárias, o livro Farmacopéia Popular do Cerrado, produzido pela Articulação Pacari, caracteriza em detalhes a biodiversidade deste bioma, trazendo estudos populares sobre nove plantas (as possibilidades medicinais de suas raízes, cascas, folhas e seivas) de Minas Gerais, Goiás, Maranhão e Tocantins. Uma das pesquisadoras é Lucely Pio, da comunidade quilombola do Cedro, em Mineiros (GO), especialista em plantas medicinais do cerrado que participa do programa Encontro de Saberes da UnB e atuou em nosso Programa. Os usos de plantas medicinais descritos no livro resultam de saberes populares, não são recomendados para a auto-medicação. 

Baixe o livro em pdf

#Cantos dos Saberes Tradicionais

Canto para os pretos velhos

Mestra Maria Luiza Marcelino

Quilombo Namastê, Centro Espírita Cabloco Pena Branca, Ubá, MG

A Mestra Maria Luíza Marcelino canta um ponto para Preto Velho nesse fragmento do retrato que fizemos com ela e que está em processo de finalização: "Ai meu pai preto que vem de Angola, venha ver os filhos seus por que é que quer chorar". 

Conheça outras produções dos Saberes Tradicionais

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