Boletim Saberes Tradicionais UFMG #09 |
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Em apoio às Comunidades Tradicionais em meio à Pandemia
Conhecimentos de Luta e de Cura |
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Diante da omissão do Estado e dos ataques do atual governo aos seus direitos, as comunidades tradicionais aliam as prescrições da saúde aos saberes ancestrais e aos cuidados cotidianos para enfrentar, coletivamente, a pandemia do Covid-19. Este boletim divulga campanhas em apoio a esses povos e faz circular – por meio do depoimento de mestres e mestras indígenas, quilombolas e dos terreiros de axé – as soluções materiais e espirituais que eles criam nos territórios onde vivem. |
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#Rede de Proteção A mensagem das mestras e mestres dos Saberes Tradicionais para lidar com a pandemia |
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Lançamento da Videoaula
Encontro entre Mestras Indígenas Guarani e Kaiowá e Mestras Quilombolas dos Luízes
“Para os avá não tem fronteira. Porque ele vai ser obrigado a respeitar fronteiras, sendo que ele não conhece o que é a fronteira? Até hoje ela [Dona Tereza Flores] pergunta de onde vêm as cercas, de onde vem o asfalto, de onde vem a fronteira.”
Johnn Nara Gomes |
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Mestra Tereza Amarília Flores e sua assistente Johnn Nara Gomes, do Tekoha Guarani e Kaiowá do Guaiviry, MS, e Mestra Maria Luzia Sidônio e sua assistente Miriam Aprígio Pereira, do Quilombo Urbano dos Luízes, Belo Horizonte.
Chegamos à nona edição de nosso boletim semanal, que, em tempos terríveis de necropolítica e fascismo, intenta fazer circular saberes de luta e de cura que nos são trazidos por mestras e mestres. Depois da bela mensagem da Mestra Guarani e Kaiowá Tereza Amarília Flores, divulgada no último boletim, publicamos em nosso site mais uma videoaula do nosso Programa. Nela, a Mestra Tereza Flores com sua assistente Johnn Nara Gomes, e a Mestra Maria Luzia Sidônio, com sua assistente Miriam Aprígio Pereira, compartilham as histórias, diferenças e afinidades da luta pela terra entre os Guarani e Kaiowá, no Mato Grosso do Sul, e entre as famílias do Quilombo Urbano dos Luízes, em Belo Horizonte. Em comum, a violência produzida pela invasão das terras indígenas e quilombolas pela iniciativa privada, sob a conivência do Estado, e a histórica resistência das comunidades. A aula fez parte da disciplina Políticas da Terra, oferecida em 2018 a alunos de Graduação e Pós-Graduação da UFMG. |
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#Rede de Notícias Movimentos populares e comunidades tradicionais no combate ao Covid-19 |
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Contra a violência policial e o genocídio do povo negro
#1. Vidas Negras Importam |
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O movimento #VidasNegrasImportam convoca para a manifestação nacional contra a violência policial e o genocídio do povo negro, no próximo domingo, dia 7 de junho, às 15h. No dia 31 de maio, o protesto, organizado pelo Movimento de Favelas do Rio de Janeiro, reuniu centenas de pessoas em frente ao Palácio da Guanabara para reagir contra a morte de jovens negros pela polícia. Em relação a abril do ano passado, as mortes por policiais no estado do Rio aumentaram em 43%. |
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Teia dos Povos: Diálogos com os Povos
#2. Organização Negra na Pandemia |
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Verdadeiras aulas sobre a realidade social brasileira e sobre os movimentos indígenas, quilombolas e das populações negras, o Diálogo com os Povos abriga, nesta quarta, dia 3 de junho, às 17h, debate sobre resistência e organização negra na pandemia. No canal da Teia dos Povos no Youtube, o encontro conta com a participação da Dra. Andreia Beatriz, do Reaja ou será mort@ e de Bárbara Querino, da Periferia SP. |
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Lona: Mostra Cinemas e Territórios
#3. Luta por moradia, disputa pelo visível |
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Dácia Ibiapina, diretora de "Cadê Edson"; o personagem do filme, Edson Francisco da Silva, liderança do Movimento de Resistência Popular, e Eslaine Paixão, da Unidade Popular na Bahia, participam de debate promovido pela Mostra Lona – Cinema e Território, organizada pelo Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas. Além de documentar a luta por moradia e justiça social, o filme mostra, segundo Fábio Rodrigues Filho, “uma disputa pela imagem e pelo visível”, uma “guerra de e por imagens”. |
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#Rede de Solidariedade Faça parte da rede de solidariedade para que recursos emergenciais cheguem a quem precisa. |
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Periferia Viva
#1. Mapa do Combate ao Covid-19 nas Periferias |
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Iniciativa da Associação Imagem Comunitária, a plataforma Periferia Viva – Força-tarefa Covid-19 divulga e apoia um amplo leque de ações coletivas de enfrentamento da pandemia nas comunidades periféricas, especialmente na região metropolitana de Belo Horizonte. O site tem atualização constante e pode ser acessado aqui. |
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"O genocídio do negro brasileiro"
Abdias do Nascimento |
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Escrito há mais de 40 anos, O genocídio do negro brasileiro: processo de um racismo mascarado, de Abdias do Nascimento, foi relançado em 2018 e permanece tristemente atual. Como dirá Florestan Fernandes no prefácio, entre as contribuições do livro está o “uso sem restrições do conceito de genocídio aplicado ao negro brasileiro. Trata-se de uma palavra terrível e chocante para a hipocrisia conservadora. Contudo, o que se fez e se continua a fazer com o negro e com seus descendentes merece outro qualificalivo?” |
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#Cantos dos Saberes Tradicionais |
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"Nêgo sofria, nêgo chorava, nêgo rezava, lá na senzala "
Mestra Sebastiana de Oxóssi |
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Quilombo Carrapatos da Tabatinga, Bom Despacho, MG
Tivemos a honra de receber a Mestra Sebastiana de Oxóssi na primeira experiência de realização do nosso Programa em 2014. Ela foi professora da disciplina "Artes e ofícios dos saberes tradicionais: Cultura e cultivo dos Quilombos." O canto faz parte do filme "Eu vim de muito longe" (2014, 64') que apresenta essa primeira experiência piloto com a presença de vários mestres. |
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