Boletim
Saberes Tradicionais UFMG #10

Em apoio às Comunidades Tradicionais em meio à Pandemia

Conhecimentos de Luta
e de Cura

Diante da omissão do Estado e dos ataques do atual governo aos seus direitos, as comunidades tradicionais aliam as prescrições da saúde aos saberes ancestrais e aos cuidados cotidianos para enfrentar, coletivamente, a pandemia do Covid-19. Este boletim divulga campanhas em apoio a esses povos e faz circular – por meio do depoimento de mestres e mestras indígenas, quilombolas e dos terreiros de axé – as soluções materiais e espirituais que eles criam nos territórios onde vivem.

#Rede de Proteção
A mensagem das mestras e mestres dos Saberes Tradicionais para lidar com a pandemia

Lançamento da Videoaula

Confluências Quilombolas Contra-Colonização #01 - Mestres Naldim e Nêgo Bispo

“Quem fica dizendo que nós perdemos é quem perdeu. Tem um povo que perdeu e quer passar a derrota pra gente. Mas, nós não perdemos. (...) Uma mente sintética, uma mente morta, limitada, mede a riqueza pelos mortos, mede a riqueza pelas estruturas de concreto, pelas estruturas metálicas, pelas estruturas sintéticas, mas não mede a riqueza pelas estruturas vivas. Se você não mede a riqueza pelas estruturas vivas, essa medida não nos mede.”

Nêgo Bispo

Com alegria e espírito de luta, publicamos a edição desta bela e animada aula com os Mestres Naldim | Arnaldo de Lima, do Quilombo Custaneira, PI, Nêgo Bispo | Antônio Bispo dos Santos, do Quilombo Saco do Curtume, PI, parte da disciplina "Confluências Quilombolas Contra-Colonização", ofertada em 2017. Entre cantos e danças de Mestre Naldim, “guardião das sabedorias contra-colonizadoras”, Nêgo Bispo transita por temas diversos, que ganham ainda maior relevância em nosso atual contexto sócio-político: o que define uma mestra ou um mestre? O que é o “tartarinado” do “povo que vai buscar o sol”? Quais as violências e perversidades do Estado democrático de direito? Como, pela lógica da organicidade, se resolvem as questões dentro das comunidades quilombolas? 

Acesse a videoaula

#Rede de Solidariedade
Faça parte da rede de solidariedade para que recursos emergenciais cheguem a quem precisa.

Rede Quilombola da Região Metropolitana de Belo Horizonte

#1. Comunidades Quilombolas de Belo Horizonte precisam de nosso apoio

Apoiamos a campanha de arrecadação da Rede Quilombola da Região Metropolitana de Belo Horizonte, que visa atender as comunidades desamparadas pelo poder público, em situação de vulnerabilidade social acirrada pela pandemia. Constituída em novembro de 2018, a Rede Quilombola reúne dezenas de comunidades e, nesse momento grave, organiza a campanha para arrecadação de alimentos, tecidos para a confecção de máscaras e recursos financeiros para ajudar as famílias. Veja o chamado para a campanha, por Miriam Aprígio Pereira, do Quilombo dos Luízes, a história de criação da Rede, por Ruteneia Teles, do Quilombo de Pinhões e o apelo feito por Mametu Muiandê | Mãe Efigênia do Quilombo Ngunzo Manzo Kaiango.

Acesse a Campanha

#Rede de Notícias
Movimentos populares e comunidades tradicionais no combate ao Covid-19

Poéticas Ameríndias - UFSB: "Modos de cuidar e saberes do território"

#1. A luta política e a força dos encantados

Como parte da Marcha pela Vida, o Grupo Poéticas Ameríndias, da Universidade Federal do Sul da Bahia, organizou, no dia 9 de junho, o debate "Modos de cuidar e saberes do território". O encontro reuniu importantes lideranças de movimentos sociais da Bahia – Cacique Babau, povo Tupinambá da Serra do Padeiro; Andréia Beatriz Silva dos Santos, organização política Reaja ou será mort@; Joelson Ferreira, Assentamento Terra Vista e Dirceu Benincá professor da UFSB, com mediação de Tássio Ferreira, professor da UFSB e Taata dya Nkisi – que discutiram as formas de luta dos povos indígena e da população negra, no campo e nas cidades: a violência do racismo, a grave situação das prisões, a necessidade de retomada dos territórios e de construção da soberania alimentar; a luta política amparada pela força dos encantados. 

#Dica de quarentena

Quilombo dos Pinhões e Quilombo Ngunzo Manzo Kaiango

A visão dos quilombos 

“Como que surgiu aqui? Como que eu cheguei até aqui? Vou começar aqui e não vou parar agora não.”

Mametu Muiandê

Dois livros nos contam sobre a história e o cotidiano de quilombos da região metropolitana de Belo Horizonte, a partir da visão daqueles que ali vivem: Pinhões: Histórias e Sabedorias do Quilombo, realizado pela Associação Cultural das Mulheres Quilombola de Pinhões, com a coordenação da antropóloga Lúnia Costa Dias, o livro traz relatos dos mais velhos a partir de entrevistas feitas pelos jovens da comunidade.

Manzo, ventos fortes de um kilombo. Escrito a partir de um trabalho compartilhado com alunos da UFMG, o livro traz relatos da matriarca do Manzo Ngunzo Kaiango, Mametu Muiandê | Mãe Efigênia, e de sua filha, Makota Kidoialê | Cássia Cristina

#Cantos dos Saberes Tradicionais

Bendito

Mestre Naldim

Quilombo Custaneira, Piauí

Mestre Arnaldo de Lima, mais conhecido como Naldim, veio do Quilombo Custaneira, no Piauí, junto com Samuel, seu assistente e aprendiz, nos ensinar os cantos e as danças da Lezeira e de São Gonçalo, além de Cantos da Jurema, Incelenças e Benditos tradicionais de sua comunidade. Ele é uma verdadeira enciclopédia musical e guardião de um impressionante saber quilombola ancestral secular. Nesse fragmento, ele canta um belíssimo Bendito.

Escute o Canto de Mestre Naldim
Conheça outras produções dos Saberes Tradicionais

Acompanhe as nossas Redes Sociais

Facebook Youtube Instagram

Copyright © Saberes Tradicionais UFMG, All rights reserved.

Você está recebendo esse email porque se inscreveu no nosso site. Caso queira modificar ou cancelar sua inscrição, clique no link a seguir:

Modifique ou cancele sua inscrição    |    Ler online